' Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento. ' Clarice Lispector





quarta-feira, 24 de março de 2010

FELICIDADE

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor.

VINÍCIUS DE MORAES

quarta-feira, 10 de março de 2010

Atividades

I-O plano de ensino ficou muito bom, já que tanto os objetivos gerais quanto os específicos são bastante coerentes e terão valor inestimável na construção de uma aprendizagem saudável. Conhecer a história da Literatura Portuguesa fará com que possamos compreender melhor nossa própria literatura. Analisar obras de diferentes períodos nos torna aptos a fazermos críticas concretas. O grande diferencial dessa disciplina está no blog como instrumento de aprendizado.

II- Sobre as “Eras” em que se divide a Literatura Portuguesa cabe ressaltar que cada uma possui suas particularidades. Sendo a “Era Medieval” subdividida em: Trovadorismo (1189-1434) e Humanismo (1934-1527); seguida pela “Era Clássica”, esta possui características genéricas, subdividindo-se em: Quinhentismo (ou Barroco), Setentismo(Arcadismo ou Neoclassicismo). E estendendo-se ate os dias de hoje a “Era Moderna”, que engloba o Romantismo, o Realismo, O simbolismo, o Modernismo.

III-
TÍTULO DO FILME: O INCRÍVEL EXÉRCITO DE BRANCALEONE

RESUMO

Este clássico do cinema italiano, retrata os costumes da cavalaria medieval através de uma demolidora e bem humorada sátira. A figura central é Brancaleone, um cavaleiro atrapalhado que lidera um pequeno e esfarrapado exército, perambulando pela Europa em busca de um feudo. Trata-se de uma paródia a D. Quixote de Cervantes.
O filme consegue ser hilário, mesmo na reconstituição dos aspectos mais avassaladores da crise do século XIV, representados pela trilogia "guerra, peste e fome". Utilizando-se sempre da sátira, o filme de Monicelli focaliza a decadência das relações sociais no mundo feudal, o poder da Igreja católica, o cisma do Oriente e a presença dos sarracenos.
Filme: Robin Hood


Após voltar de uma Cruzada Robin de Locksley (Kevin Costner), um jovem cavaleiro, descobre que seu pai, Lorde de Locksley (Brian Blessed), foi morto pelos seguidores do xerife de Nottingham (Alan Rickman), que por sua vez é partidário do Príncipe João, que tudo fará pra que Ricardo Coração de Leão (Sean Connery) não volte ao poder. Robin é visado pelos usurpadores e foge, mas sempre acompanhado por Azeem (Morgan Freeman), um mouro que lhe deve a vida. Eles vão parar na Floresta de Sherwood, onde são atacados por camponeses que, para sobreviver, atacam os asseclas do xerife. Logo Robin e Azeem se unem ao bando e planejam trazer Ricardo de volta ao poder. Em meio à sua luta, Robin é ajudado por Marian (Mary Elizabeth Mastrantonio), uma bela donzela por quem se apaixona.

IV-O filme “Cruzada” se passa no séculoXII( Idade Média) e retrata o grande valor religioso.Sendo o protagonista, um jovem ferreiro que buscava defender a Terra Santa, terra na qual todos os pecados eram perdoados.Percebe-se nesse filme que as roupas usadas possuem cores escuras e os cavaleiros portam sempre armaduras.As armas utilizadas eram o arco, a flecha e a espada, ainda não haviam armas de fogo.Observa-se no decorrer do filme que este é sombrio, sem leveza. A mulher é tratada como submissa desprovida de direitos. Enfim, é um retrato dos costumes vigentes em tal época.

segunda-feira, 8 de março de 2010

são Geraldo

Geraldo nasceu em Muro, no sul da Itália, no dia 6 de abril de 1726. Nasceu de uma família pobre de bens, mas rica de bênçãos. Domingos Majela e Benedita Majela foram os seus pais. O pai Domingos, era alfaiate. A mãe Benedita, era lavadeira. Deste amor puro e santo nasceu-lhes o Geraldo. O filho Geraldo, tinha o jeito de anjo. Era bom. Era uma graça. Era de paz.

Ele foi batizado no mesmo dia em que nasceu..

. Quando tinha 14 anos, chegou Dom Albino à cidade de Muro e lhe administrou o sacramento da crisma. Com o Bispo, lá se foi Geraldo para ser seu empregado. Mas o Bispo adoeceu. E Geraldo, depois de cuidar dele como se fosse seu próprio pai, após a sua morte, teve de deixar Lacedônia.

No dia 17 de maio de 1749, Geraldo partia radiante de alegria para a casa de noviciado de Iliceto. Em novembro desse mesmo ano vestia a batina redentorista e começava sua interiorização na vida religiosa.

No dia 16 de julho de 1752 fez sua profissão religiosa.

Em 1755 Geraldo sai para pedir esmolas para a construção do convento de Caposele. Sente-se mal. É a tuberculose.No dia 16 de outubro de 1755, com apenas 29 anos de idade, e somente 7 na Congregação, entregou a Deus seu espírito.

Embora a fé no santo fosse muito grande, contudo, somente em abril de 1839 foi aberto em Muro o processo recolhendo os testemunhos daqueles que o tinham conhecido e daqueles que tinham recebido alguma graça por meio dele.

Em 1847, Sua Santidade Pio IX concedeu-lhe o título de Venerável e em 1893 o Papa Leão XIII o declarou Beato.

Finalmente, no dia 11 de dezembro de 1904, o Papa Pio X canonizou Geraldo Majela em meio a uma magnífica cerimônia, como é costume em tais ocasiões.


Fonte:www.basilicasaogeraldo.org.br

segunda-feira, 1 de março de 2010

Verbo Ser

VERBO SER

Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.

Carlos Drummond de Andrade

"Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida."

Carlos Drummond de Andrade